sábado, 5 de janeiro de 2013
BBB 13: E o jogo começou
"O jogo começou" é a frase mais ouvida pelos participantes do Big Brother Brasil independente da edição. Normalmente, a frase começa a aparecer a partir do primeiro paredão. No entanto, eu poderia dizer que o jogo começou exatamente junto com o início da Casa de Vidro. E os brothers já começaram a sentir isso. Logo no primeiro dia, Samara, que é uma das candidatas a entrar no BBB 13 pela Casa de Vidro, comentou que acha que os oitos participantes já confirmados do programa "vão cair matando em cima" que conseguir entrar.
Até certo ponto ela está certa. Os participantes da Casa de Vidro tem uma vantagem em relação aos outros. Eles foram escolhidos pelo público, o que pode demonstrar carisma e pode assustar os outros brothers. Mas eu diria que o perigo para os outros oito participantes está nos seis ex-BBBs que retornam nessa edição. Em 2011, quando Marcelo Dourado (BBB 4) e Joseane (BBB 3) voltaram ao programa, um deles conseguiu garantir a vitória. E ainda vale lembrar que Dourado não foi bem visto na sua primeira participação, mas se deu bem na segunda chance. Vamos esperar para ver!
sábado, 11 de agosto de 2012
Um banquinho, um violão e dois cantores pop
Conheça os novos cantores que conquistaram os norte-americanos e os ingleses com os acordes de um único instrumento musical
O mundo da música definitivamente se rendeu a simplicidade da combinação entre voz e violão. E já escolheu os seus queridinhos: o inglesinho Ed Sheeran e o vencedor da 11ª edição do reality show American Idol, Phillip Phillips. O primeiro costuma fazer os seus shows sozinho, quer dizer, apenas ao lado de seu fiel escudeiro o violão. Ele admitiu que fez apenas três apresentações ao lado de uma banda e que se sentiu “diferente”. O segundo esteve ao lado do instrumento em todas as suas performances no reality, inclusive na audição, quando apresentou uma versão acústica da música “Thriller” de Michael Jackson e garantiu sua entrada na competição.
Se você ainda não ouviu falar sobre eles é bom se preparar porque os dois estão estourados nas paradas do Reino Unido e dos Estados Unidos, respectivamente, e logo logo devem também conquistar o Brasil.
Edward Christopher Sheeran e Phillip Don Phillips Jr. tem mais em comum do que o fato de serem astros que conquistaram seus fãs apenas com uma boa voz e ao lado de um violão. Os dois são bons moços, já têm uma legião de fãs super apaixonadas, adotam um look básico de camiseta e calça jeans, são jovens (ambos têm apenas 21 anos, pasmem!) e já conquistaram o topo das paradas em pouquíssimo tempo.
Nessa disputa, o inglês Ed Sheeran foi quem alcançou os voos mais altos. O jovem lançou seu primeiro CD, intitulado de "+", ao lado de uma gravadora neste ano (o garoto já tinha feito um disco independente quando tinha 14 anos) e já viu o seu álbum vender mais de 120 mil cópias em uma semana. Depois o disco desbancou do topo dos mais vendidos o CD da banda Coldplay. Além disso, os singles "The A Team" e "Lego House" ficaram meses nas paradas britânicas. O primeiro ficou durante sete meses no Top 40 e o segundo cinco no Top 20.
Mas não foi só no topo das paradas que Ed chegou. O cantor foi indicado a quatro categorias do Brit Awards, a premiação mais badalada do Reino Unido, superando o número de indicações da queridinha britânica Adele. Destes, ele conquistou dois prêmios: o de melhor cantor, quando superou James Morrison, e o de revelação, que disputou com a pop Jessie J. Perdeu apenas as indicações de single britânico e melhor álbum.
Para o ruivinho, o motivo de tanto sucesso é apenas o fato de que ele se parecer "com um amigo do seu irmão". "Eu me visto como eles (os fãs), eu não estou com uma peruca e uma carga de glitter. Eu falo como eles, uso as mesmas gírias, vejo os mesmos programas de TV e faço tudo que qualquer pessoa normal faria", declarou em entrevista ao jornal The Guardian.
Todo esse sucesso repentino já lotou a agenda de Ed Sheeran. Ele tem shows marcados até o fim do ano. Em agosto segue em turnê na Austrália, setembro nos Estados Unidos, outubro e novembro na Europa e em dezembro volta aos palcos norte-americanos. Apesar dessa agenda tão cheia, ele ainda não tem nenhuma previsão de se apresentar no Brasil. Mas quem sabe depois que o álbum chegar em terras tupiniquins, ele possa repensar o calendário. O CD "+" deve estar nas lojas brasileiras a partir de junho pela Warner Records.
Em meio a todos esses shows, Ed Sheeran ainda acha tempo para fazer mais músicas. Ele declarou em entrevista ao site de Perez Hilton que tem 20 canções para um novo CD e já trabalha em parcerias musicais com a banda Snow Patrol, que são seus amigos, e a musa do country Taylor Swift. Ninguém segura esse garoto!
Quer dizer, alguém pode tentar disputar o mesmo público com ele e esse alguém é o vencedor da 11ª edição do American Idol, Phillip Phillips. O cantor também já tem os seus números. Além de ter sido o mais votado do reality, seu single de estreia "Home" chegou ao segundo lugar entre as músicas mais baixadas nos Estados Unidos, com 278 mil downloads, segundo a revista "Billboard". A música ainda foi considerada o quarto maior lançamento do ano ficando atrás de "Boyfriend" de Justin Bieber, "Payphone" do Maroon 5 e "Part of me" de Katy Perry. O resultado é a segunda melhor marca que um vencedor do American Idol já atingiu. Na frente apenas "My Life Would Suck Without You" de Kelly Clarkson, que para quem não se lembra, ela foi a primeira vencedora do reality norte-americano. Phillip também manteve duas músicas "We've Got Tonight" e "Volcano" entre as mais baixadas. A primeira na 41ª posição e a última no 51º lugar.
Ok, o norte-americano ainda está atrás de Ed Sheeran. Mas vamos dar um desconto ao jovem que conquistou o American Idol enquanto se tratava de uma série de complicações renais - dizem que Phillip teve que passar uma cirurgia de emergência na etapa da semi-final da competição. Quem sabe eles se igualem quando o CD de Phillips for lançado. Em entrevista coletiva após dois dias da final do reality, o músico admitiu que tem um bom material composto por ele e que até queria que uma de suas canções tivesse sido cantada na final. “Eu queria mesmo ter lançado uma das músicas que eu compus, mas o tempo era muito curto. É uma boa canção (se referindo a "Home), mas não é algo que eu iria escrever. Estou contente que as pessoas gostaram", disse o vencedor.
Perfil
Edward Christopher Sheeran
Origem: Halifax, no oeste da Inglaterra
Data de nascimento: 17/2/1991
Phillip Don Phillips Jr.
Origem: Leesburg, na Geórgia
Data de nascimento: 20/9/1990
Escute!
Quem ainda não teve oportunidade de ouvir as atuações dos dois, esse é o momento. Corra para o Youtube e procure:
*“ Lego House”, “Drunk”, “The A Team” e “Small Bump” – Ed Sheeran
*“ Home” (o single de lançamento), “U Got it Bad” (original de Usher cantada no Top 7), “Thriller” (apresentada aos jurados na audição) e “We’ve Got Tonigh” (música do Top 3) – Phillip Phillips
O mundo da música definitivamente se rendeu a simplicidade da combinação entre voz e violão. E já escolheu os seus queridinhos: o inglesinho Ed Sheeran e o vencedor da 11ª edição do reality show American Idol, Phillip Phillips. O primeiro costuma fazer os seus shows sozinho, quer dizer, apenas ao lado de seu fiel escudeiro o violão. Ele admitiu que fez apenas três apresentações ao lado de uma banda e que se sentiu “diferente”. O segundo esteve ao lado do instrumento em todas as suas performances no reality, inclusive na audição, quando apresentou uma versão acústica da música “Thriller” de Michael Jackson e garantiu sua entrada na competição.
Se você ainda não ouviu falar sobre eles é bom se preparar porque os dois estão estourados nas paradas do Reino Unido e dos Estados Unidos, respectivamente, e logo logo devem também conquistar o Brasil.
Edward Christopher Sheeran e Phillip Don Phillips Jr. tem mais em comum do que o fato de serem astros que conquistaram seus fãs apenas com uma boa voz e ao lado de um violão. Os dois são bons moços, já têm uma legião de fãs super apaixonadas, adotam um look básico de camiseta e calça jeans, são jovens (ambos têm apenas 21 anos, pasmem!) e já conquistaram o topo das paradas em pouquíssimo tempo.
Nessa disputa, o inglês Ed Sheeran foi quem alcançou os voos mais altos. O jovem lançou seu primeiro CD, intitulado de "+", ao lado de uma gravadora neste ano (o garoto já tinha feito um disco independente quando tinha 14 anos) e já viu o seu álbum vender mais de 120 mil cópias em uma semana. Depois o disco desbancou do topo dos mais vendidos o CD da banda Coldplay. Além disso, os singles "The A Team" e "Lego House" ficaram meses nas paradas britânicas. O primeiro ficou durante sete meses no Top 40 e o segundo cinco no Top 20.
Mas não foi só no topo das paradas que Ed chegou. O cantor foi indicado a quatro categorias do Brit Awards, a premiação mais badalada do Reino Unido, superando o número de indicações da queridinha britânica Adele. Destes, ele conquistou dois prêmios: o de melhor cantor, quando superou James Morrison, e o de revelação, que disputou com a pop Jessie J. Perdeu apenas as indicações de single britânico e melhor álbum.
Para o ruivinho, o motivo de tanto sucesso é apenas o fato de que ele se parecer "com um amigo do seu irmão". "Eu me visto como eles (os fãs), eu não estou com uma peruca e uma carga de glitter. Eu falo como eles, uso as mesmas gírias, vejo os mesmos programas de TV e faço tudo que qualquer pessoa normal faria", declarou em entrevista ao jornal The Guardian.
Todo esse sucesso repentino já lotou a agenda de Ed Sheeran. Ele tem shows marcados até o fim do ano. Em agosto segue em turnê na Austrália, setembro nos Estados Unidos, outubro e novembro na Europa e em dezembro volta aos palcos norte-americanos. Apesar dessa agenda tão cheia, ele ainda não tem nenhuma previsão de se apresentar no Brasil. Mas quem sabe depois que o álbum chegar em terras tupiniquins, ele possa repensar o calendário. O CD "+" deve estar nas lojas brasileiras a partir de junho pela Warner Records.
Em meio a todos esses shows, Ed Sheeran ainda acha tempo para fazer mais músicas. Ele declarou em entrevista ao site de Perez Hilton que tem 20 canções para um novo CD e já trabalha em parcerias musicais com a banda Snow Patrol, que são seus amigos, e a musa do country Taylor Swift. Ninguém segura esse garoto!
Quer dizer, alguém pode tentar disputar o mesmo público com ele e esse alguém é o vencedor da 11ª edição do American Idol, Phillip Phillips. O cantor também já tem os seus números. Além de ter sido o mais votado do reality, seu single de estreia "Home" chegou ao segundo lugar entre as músicas mais baixadas nos Estados Unidos, com 278 mil downloads, segundo a revista "Billboard". A música ainda foi considerada o quarto maior lançamento do ano ficando atrás de "Boyfriend" de Justin Bieber, "Payphone" do Maroon 5 e "Part of me" de Katy Perry. O resultado é a segunda melhor marca que um vencedor do American Idol já atingiu. Na frente apenas "My Life Would Suck Without You" de Kelly Clarkson, que para quem não se lembra, ela foi a primeira vencedora do reality norte-americano. Phillip também manteve duas músicas "We've Got Tonight" e "Volcano" entre as mais baixadas. A primeira na 41ª posição e a última no 51º lugar.
Ok, o norte-americano ainda está atrás de Ed Sheeran. Mas vamos dar um desconto ao jovem que conquistou o American Idol enquanto se tratava de uma série de complicações renais - dizem que Phillip teve que passar uma cirurgia de emergência na etapa da semi-final da competição. Quem sabe eles se igualem quando o CD de Phillips for lançado. Em entrevista coletiva após dois dias da final do reality, o músico admitiu que tem um bom material composto por ele e que até queria que uma de suas canções tivesse sido cantada na final. “Eu queria mesmo ter lançado uma das músicas que eu compus, mas o tempo era muito curto. É uma boa canção (se referindo a "Home), mas não é algo que eu iria escrever. Estou contente que as pessoas gostaram", disse o vencedor.
Perfil
Edward Christopher Sheeran
Origem: Halifax, no oeste da Inglaterra
Data de nascimento: 17/2/1991
Phillip Don Phillips Jr.
Origem: Leesburg, na Geórgia
Data de nascimento: 20/9/1990
Escute!
Quem ainda não teve oportunidade de ouvir as atuações dos dois, esse é o momento. Corra para o Youtube e procure:
*“ Lego House”, “Drunk”, “The A Team” e “Small Bump” – Ed Sheeran
*“ Home” (o single de lançamento), “U Got it Bad” (original de Usher cantada no Top 7), “Thriller” (apresentada aos jurados na audição) e “We’ve Got Tonigh” (música do Top 3) – Phillip Phillips
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Adaptação de programa Quinta Categoria da MTV chega aos palcos de Brasília em espetáculo
A capital federal vai receber pela primeira vez nos palcos o espetáculo Quinta Categoria. A apresentação, que começa na sexta-feira (27/4), é a extensão do programa com o mesmo nome exibido pela MTV. Do elenco da televisão estão presentes Paulinho Serra, Tata Werneck e Felipe Ruggeri. A peça ainda vai contar com a participação especial de Rafael Queiroga, que faz o programa Comédia MTV.
Durante uma hora e vinte minutos do espetáculo, Tata, Paulinho, Felipe e Rafael vão fazer o chamado "jogo do improviso", que consiste na sugestão de temas feitos pela plateia para início do show. Lugar, tempo e circunstâncias são exemplos pedidos pelo grupo.
Além disso, em Quinta Categoria os comediantes aproveitam os quadros já conhecidos e de sucesso do programa, como Jogo da mentira, Fala sorteadas, Rima, Redublagem e Jornal de duas cabeças.
A adaptação do programa da MTV para os palcos tem direção de Paulinho Serra, um dos integrantes do Quinta Categoria. O elenco fica de sexta a domingo (29/5) em Brasília com apresentações no Teatro dos Bancários, sempre às 20h.
sábado, 14 de abril de 2012
Ir ao médico regularmente pode ajudar no tratamento do câncer de próstata
O câncer de próstata é um mal que vem sendo diagnosticado mais precocemente nos homens. Isso se deve ao fato da melhoria da informação tanto dos pacientes quando dos médicos. O urologista Ricardo Cabral Medeiros, que possui um consultório no Centro Clínico do Lago Sul, também aponta a quebra do tabu em relação aos exames que podem diagnosticar a doença. "O preconceito hoje em dia é muito menor, é quase inexistente", aponta.
O médico explica que é importante que os homens façam os exames regularmente de forma preventiva. "A doença não tem sintomas, apenas em casos de último estágio que o homem pode sentir dores e sangramentos ao urinar", comenta. Os especialistas, em geral, recomendam que os homens façam os exames aos 50 anos. No entanto, Ricardo Cabral indica que a procura ao médico seja a partir dos 40. "Já tive pacientes com casos aos 38 e 42 anos. Por isso é importante que os exames sejam feitos antes dos 50. Além disso, o câncer de próstata em homens mais novos é mais agressivo por ser uma evolução mais preguiçosa", diz.
O câncer de próstata pode ser genético e linear, no caso de irmãos. "Quando o pai tem na vida jovem vale a pena o filho se cuidar e, se tiver um irmão com o caso diagnosticado é preciso pesquisar porque a possibilidade é alta", avalia Ricardo. O médico desmentiu os mitos de que a doença pode ter relação com bebida e alimentação. "Dizem que alimentos com frutas vermelhas diminuem a possibilidade do câncer. Mas os americanos consumem, por exemplo, muitos produtos com tomate e o país tem um dos maiores índices de câncer de próstata", comenta.
Diagnóstico
Dois tipos de exames podem indicar a possibilidade de o paciente estar com nódulos na próstata. O primeiro é o antígeno prostático específico (PSA) que mede, por meio do exame de sangue, os níveis da proteína produzida pelas células da glândula prostática. Quanto mais alto o nível do PSA maior a probabilidade de o homem ter câncer de próstata. Ricardo Cabral indica que o PSA deve ser feito a cada seis meses. Já o outro exame é toque retal, em que o médico mede pelo reto se há a presença de nódulos na próstata. Esse exame deve ser feito anualmente. "Os exames devem ser feitos periodicamente. Com a avaliação periódica, o médico pode perceber e fazer uma biopsia sem o paciente nem ter o nódulo", afirma o urologista.
Caso o paciente seja diagnosticado com câncer de próstata existem três tipos de tratamento: cirurgia, radioterapia e prostatovesiculectomia, como informa Ricardo Cabral. "A melhor opção é a cirurgia em que é feita a retirada da próstata", comenta. Para a cirurgia, o paciente passa primeiro por uma avaliação cardiológica e pelo estadiamento que pode conferir se não há câncer em outros locais do corpo. "Se for comprovado que o câncer está apenas na próstata à cirurgia pode ser feita", completa. O procedimento dura cerca de uma hora e meia. Em relação à recuperação, o paciente fica quatro dias internado e passa mais oito com uma sonda. "Depois a pessoa volta à vida normalmente", garante o urologista. O médico alerta que após o procedimento há índices de possível incontinência urinária e impotência sexual.
O paciente ainda pode optar pela radioterapia que possui dois tipos de tratamento. O primeiro é o conformacional que uma é técnica que utiliza o raio X e a segunda é a braquioterapia que é a implantação de uma semente radioativa. "A radioterapia queima o tecido por conta das radiações na bexiga e no reto. Ao contrário do que se pensa a braquioterapia é mais agressiva porque as sementes vão migrando para outras partes do corpo", avalia Ricardo Cabral.
A última forma de tratamento é a prostatovesiculectomia que além de retirar a próstata tira as vesículas seminais em bloco e os linfonodos da cadeia da bacia.
História
Ricardo Cabral Medeiros começou sua vida na urologia em 1972 no Rio de Janeiro ainda quando era estudante, como auxiliar de um renomado urologista. "Na verdade foi acidental, eu queria ser cardiologista, mas acabei trabalhando na urologia e descobri que era uma especialidade apaixonante por sua diversidade", garante.
A urologia é responsável pelo cuidado do aparelho urinário e antes de tudo o urologista é um cirurgião geral. Ele é responsável, por exemplo, pela correção de má formação congênita do aparelho, incontinência urinária feminina e do aparelho masculino de modo geral.
O médico acabou vindo para Brasília onde abriu seu consultório. Atualmente, Ricardo Cabral atende no Centro Clínico do Lago Sul localizado na QI 09 bloco 1 subsolo. Para marcações de consulta, o paciente pode ligar no 3364-0586 ou 3364-5842.
Apneia do sono um mal que atinge grande parte da população

Cansaço, fadiga, falta de ânimo, estresse e sono agitado podem ser resultados de um problema que atinge dois a cada três homens e uma a cada três mulheres entre 35 e 60 anos, a apneia do sono. A doença é caracterizada pela dificuldade de respiração enquanto se dorme e está classificada entre os distúrbios do sono. A apneia possui diversas causas. O otorrinolaringologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Ricardo Valadares afirma que uma delas é a própria vida na cidade, que nos causa estresse. Depois tem as questões comportamentais do ser humano e ainda má alimentação e obesidade.
A estimativa é de que 80% dos homens e 90% das mulheres que possuem a doença ainda não foram diagnosticados, o que é muito preocupante, segundo o otorrinolaringologista. Para o médico, a primeira grande dificuldade do diagnóstico está relacionada ao fato de que o paciente não tem como perceber alguns sintomas que acontecem durante o período do sono. “É evidente que a pessoa não vai conseguir perceber que tem paradas na respiração enquanto dorme ou que ronca alto demais. A grande parte dos roncadores têm apneia. Na maioria dos casos, eles (os pacientes) são avisados por companheiros e filhos. Mas ainda há o problema deles duvidarem da acusação”, explica Ricardo.
A professora aposentada, Terezinha Solange de Almeida, 59 anos, foi uma dessas pessoas. O marido e a filha já haviam alertado sobre o ronco alto. No entanto, foi preciso uma parada cardiorrespiratória, em 2008, para que ela descobrisse a doença. “Eles sempre falavam que eu roncava alto demais. Isso preocupava minha filha. Só descobri a apneia do sono depois da parada. O médico, então, indicou que eu deveria fazer o exame, já que eu tinha alguns sintomas”, explica.
Além do ronco, Terezinha sempre teve um sono conturbado, dormia cerca de quatro horas e estava sempre cansada. Além disso, ela é hipertensa, está um pouco acima do peso e ainda tinha um quadro de depressão. “Eu sentia um tremendo cansaço e buscava uma disposição que não tinha”, completa a professora.
O médico Ricardo Valadares informa que isso é normal para os pacientes de apneia do sono. “O cansaço está entre os sintomas junto com o ronco, sonolência, fadiga, estresse, sono agitado, a necessidade repetitiva de ir ao banheiro durante a noite, sensação de irritabilidade, excessiva transpiração, acordar assustado, engasgado ou até asfixiado. É porque o paciente dormiu, mas não descansou. É uma situação de estresse intenso. Dormir para o paciente se torna estressante”, diz o otorrinolaringologista.
Mas a professora viu sua vida mudar depois do diagnóstico. Ela fez um exame em que o paciente precisa dormir em uma clínica para que as alterações durante o sono possam ser identificadas pelos médicos. O exame apontou que Terezinha de Almeida tem até 62 paradas respiratórias enquanto dorme. O tratamento indicado foi a utilização do CPAP um aparelho que bombeia ar no nariz do paciente. “O aparelho não é confortável, mas a pessoa não pode se limitar na questão da saúde. Desde que comecei a usar minha vida mudou. Encontrei uma energia que não tinha antes. Agora sou uma pessoa muito vital”, comemora a professora.
Diagnóstico
O conhecimento da existência da doença pode garantir uma diminuição no número de derrames, paradas cardiorrespiratórias, hipertensão, surtos de diabetes e até arritmias. De acordo com o médico Ricardo Valadares, a apneia está entre uma das grandes causadoras desses desdobramentos. “Boa parte das alterações no organismo estão relacionadas com a baixa oxigenação dos pacientes”, garante.
Segundo ele, há duas formas de diagnosticar a doença. A primeira por uma avaliação da via aérea pela endoscopia nasal. A segunda é feita pela polisonografia que é uma verificação do sono, que foi a técnica utilizada por Terezinha para descobrir a apneia. Nesse exame, o paciente precisa chegar às 20h e tomar um remédio para dormir. Todo tipo de alteração será avaliado durante essa polisonografia. No entanto, o médico aponta para um problema no Distrito Federal. Atualmente, apenas clínicas particulares possuem leitos para o exame. No Hospital Universitário de Brasília (HUB), que não integra a rede pública de saúde, há três leitos disponíveis para o diagnóstico de pacientes mais carentes.
Atualmente a medicina do sono não é uma especialidade da saúde. Os estudos sobre o sono são recentes e datam da década de 80. Os pacientes podem identificar a possibilidade de estar com doença por meio de consultas com especialistas de otorrinolaringologia, pediatria, neurologia, cardiologia, pneumologia, entre outros. Para Ricardo isso não é negativo. “Se fossemos pensar que a medicina do sono fosse uma especialidade, a quantidade de médicos para o tratamento seria bem menor do que temos atualmente. Os distúrbios do sono acabam sendo uma característica multidisciplinar. O paciente pode procurar o médico por estar incomodado com o ronco, outro já por conta do cansaço excessivo. Imagina juntar todos em uma única especialidade?”, questiona.
Tratamento
Há três de formas controlar a doença, que vão depender do paciente e de suas peculiaridades em relação a doença. O tratamento cirúrgico que pode ser para pessoas com desvios no septo, adenóide, amídala ou qualquer distúrbio relativo ao esqueleto da face, como maxilar e mandíbula.
Depois há os tratamentos com aparelhos. O intra-bucal que é utilizado por pacientes com apneia classificada como leve ou moderada e não têm doenças associadas, como pressão alta, diabetes, obesidade, entre outras. É um componente que pressiona os dentes e traz a língua para frente fazendo com que haja espaço para o ar passar.
Já para os demais casos o que costuma ser o mais indicado é o CPAP. Uma máscara utilizada pelo paciente durante o sono que é capaz de bombear oxigênio no nariz e em alguns casos possui uma peça para fechar a boca da pessoa. O único problema é que o CPAP custa em média de R$ 2 mil a R$ 5 mil. “Isso se torna caro para uma população que ganha um salário mínimo. Não é um tratamento barato, mas em termos de saúde pública é essencial, pois diminuiria a quantidade de pessoas infartadas, com derrames, etc. Não há nenhum programa do governo nesse sentido. O custo de um paciente com derrame no leito do hospital é equivalente a um aparelho do CPAP. Imagina aqueles que ficam de 15 a 20 dias. Seria possível comprar diversos aparelhos”, afirma Ricardo Valadares. O alto custo também é uma coisa que preocupa a professora Terezinha. “Penso muito na dificuldade dos outros. Eu posso pagar, mas e os outros?”, lamenta.
Apneia Infantil
A doença é mais comum em pessoas entre 35 e 60 anos. As mulheres, principalmente, depois da menopausa a partir dos 40 anos. No entanto, Ricardo Valadares alerta que a apneia também pode ser diagnosticada em crianças.
No caso das crianças, a apneia está relacionada, em sua grande parte, com a adenóide e amídala. Para identificar nos pequenos é preciso atenção dos pais e pediatras. Ricardo aponta que crianças hiperativas, com sonos perturbados, desatentas, com bruxismo, ronco e dificuldade de aprendizado na escola podem estar com o distúrbio do sono.
SINTOMAS
* Ronco alto;
* Sono conturbado;
* Insônia;
* Inquietação;
* Sensação de irritabilidade;
* Acordar com uma dor de cabeça que nunca passa;
* Cansaço;
* Fadiga;
* Falta de ânimo;
* Estresse;
* Sonolência durante o dia;
* Levantar várias vezes durante a noite para ir ao banheiro;
* Suor excessivo durante o sono;
* Acordar engasgando, assustado ou asfixiado;
* Mau humor.
DOENÇAS RELACIONADAS
* Arritmia cardíaca;
* Hipertensão;
* Diabetes;
* AVC;
* Obesidade.
FORMAS DE TRATAMENTO
* Cirúrgico;
* Intra-bucal: É um componente que pressiona os dentes e traz a língua para frente fazendo com que aja espaço para o ar passar. Lembra o aparelho para tratamento de bruxismo (ranger de dentes).
* CPAP: Aparelho ligado a tomada que capta o ar e passa por um tubo até o nariz do paciente. Alguns possuem um mecanismo capaz de fechar a boca do paciente.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Look Indoor lança exposição digital em homenagem aos 52 anos de Brasília

A empresa de digital signage, Look Indoor, exibirá de 6 a 30 de abril a primeira exposição nos monitores da mídia out-of-home. Durante esse período, os sinalizadores da Look apresentarão 30 imagens do fotógrafo Salveci dos Santos que demonstram cartões postais e famosos monumentos da capital federal como uma forma de homenagear o aniversário de Brasília comemorado em 21 de abril.
As imagens que serão exibidas pela mostra "Brasília em Digital" são uma adaptação especial para a digital signage de outra exposição do fotógrafo intitulada "Pontos Turísticos de Brasília", em exibição até 9 de abril na Rodoviária Interestadual de Brasília. As fotografias serão apresentadas ao público alternadamente com a programação dos monitores da Look Indoor, que normalmente exibem notícias do Brasil e do mundo, conteúdos culturais e publicitários.
O objetivo de mostra é levar a fotografia de Salveci até os espectadores que poderão apreciá-la pelos monitores digitais espalhados por cinco shoppings, 49 elevadores de edifícios empresariais e 85 postos de combustíveis. “A ideia principal é inovar no sentido de aproveitar a acessibilidade que a mídia gera, proporcionar o encontro da obra com os espectadores em seu cotidiano. Além disso, há muita gente que mora em Brasília e, por incrível que pareça, ainda desconhece boa parte destas paisagens”, explica o gerente de conteúdo da Look Indoor, Victor Cardoso.
O artista
Salveci dos Santos é natural de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Ele nasceu em 1964 e iniciou-se no mundo da fotografia por volta de 2000. Os trabalhos do fotógrafo são destacados normalmente pelo forte interesse pela natureza, paisagens e arquiteturas.
Todo o acervo do artista já esteve disponível para visitação em shoppings, saguão do Palácio do Planalto, da Legião da Boa Vontade, do Aeroporto Juscelino Kubitschek, Rodoviária Interestadual de Brasília e outros pontos da cidade.
Serviço
Exposição “Brasília em Digital”
Data: 6 a 30 de abril
Local: Monitores da Look Indoor
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Tragédia no Rio de Janeiro

Não estou acompanhando de perto a cobertura do desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, não como jornalista que sou. Mas como espectadora fico ligada em todas as notícias sobre a tragédia. Quero saber, assim como todo mundo, por que os prédios caíram e quanto de esperança ainda podemos ter de encontrar vítimas com vida embaixo dos destroços.
Sempre me encantei com a cobertura de tragédias. Sei que soa de uma forma mórbida, mas é a busca por informações que podem - quem sabe - modificar alguma coisa no andamento das nossas políticas públicas que me fazem gostar de participar desses momentos.
E ainda o fato desses acontecimentos trazerem à tona todo um sentimento já esquecido pelas pessoas: a cumplicidade, no caso, por aqueles que vivem esses momentos, sendo as vítimas, os familiares e os amigos. E também a felicidade de assistir, por exemplo, o renascimento de uma vítima que consegue sair viva do desabamento sem qualquer arranhão. É a esperança espalhada por nós jornalistas na televisão, nos rádios e nos jornais.

Ontem durante a cobertura da tragédia uma repórter da Rede Globo citou exatamente isso e me fez refletir muito. Ela estava visivelmente emocionada com a história do pintor Alexandre da Silva Fonseca dos Santos. A jornalista disse que a história de Alexandre alegrou um pouco a cobertura dos repórteres que estavam apurando notícias sobre o desabamento.
E é essa esperança que me faz adorar esse tipo de cobertura. A gente sempre tira uma lição das coisas e talvez precisemos sim sermos "sacudidos" pela vida para começarmos a dar valor. O pintor Alexandre disse que agora comemora dois aniversários, o dia em que nasceu e o dia em que renasceu ao sobreviver ao desabamento dos prédios. Talvez muitos não tenham essa sorte, mas a esperança de encontrar uma boa notícia dentro da tragédia continua ali no olhar de lince dos nossos repórteres e no sentimento dos familiares. Meu abraço afetuoso e meu desejo de força a todos que fazem essa cobertura e também a todos que foram desabados assim como os prédios por essa tragédia.
Fotos: Agência o Dia
sábado, 3 de setembro de 2011
Decisão sobre inibidores de apetite fica apenas para fim de setembro
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, disse, nesta sexta-feira (2/9), que a decisão sobre a proibição ou manutenção dos inibidores de apetite deve ficar apenas para o final de setembro em um audiência aberta ao público. A informação foi dada dias depois da direção da Anvisa divulgar um relatório que recomenda a suspensão dos produtos anfetamínicos, mas permite o uso da sibutramina.
A discussão ainda deve ficar acirrada em relação a sibutramina, já que o relatório da Câmara Técnica de Medicamentos tem um entendimento diferente da Anvisa. Para a entidade, o inibidor de apetite também deve ser proibido no Brasil como é feito atualmente nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.
Barbano afirmou que caso a sibutramina seja permite, a Anvisa fará um monitoramento do uso do remédio pelo período de um ano. “Qualquer informação, no sentido de fragilidades, e ele pode ser retirado [do mercado] após esses 12 meses ou mesmo anteriormente”, afirmou após participar do programa Brasil em Pauta.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
OAB lança Observatório da Corrupção
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou, nesta quarta-feira (24/8), o site Observatório da Corrupção. O portal na internet vai servir como um canal para que a sociedade possa denunciar práticas de corrupção no país e, ainda, como forma de fiscalização do andamento de processos antigos. O objetivo, segundo o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, é acabar o "câncer" da corrupção no Brasil.
Para denunciar, é preciso acessar o site (www.observatorio.oab.org.br), fornecer alguns dados pessoas e registrar a denúncia. Os dados são mantidos em sigilo. Após o envio da denúncia, a Comissão de Combate à Corrupção da OAB vai verificar o andamento da denúncia e divulgar no site. Para Ophir, essa é uma forma de preservar a memória do combate à corrupção.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Norma obriga que estabelecimentos informem identificação dos médicos
Os médicos e os estabelecimentos vinculados à atividade médica terão que se adaptar as novas regras de relacionamento com a imprensa e os pacientes e, também, de publicidade médica. A partir de agora, os anúncios publicitários, cartões de identificação, receituários ou qualquer documento do médico devem conter, em letras vísiveis, o nome do profissional, especialidade e área de atuação e o número da inscrição no Conselho Federal de Medicina (CFM). O objetivo é trazer mais segurança a sociedade, de acordo com o vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes.
A resolução, que será publicada no Diário Oficial da União (DCU) de sexta-feira (19/8), foi a forma encontrada pelo conselho de reforçar algumas indicações previstas em uma norma de 2003. A determinação, por exemplo, reforça a proibição da utilização de fotos de pacientes submetidos aos tratamentos, no chamado "antes e depois", mesmo com a autorização do mesmo. "Dessa forma, a propaganda pode criar uma imagem contrária a medicina. O médico não tem como garantir que todos os pacientes tenham o mesmo resultados", explica Emmanuel.
A norma também impede a vinculação de médicos e entidades em propagandas de empresas e produtos. Além disso, limita os profissionais de citarem endereços e telefones de suas clínicas em entrevistas e reportagens em qualquer meio de comunicação.
Preocupados com os avanços tecnológicos, o CFM também pensou nas redes sociais e blogs. Os médicos são impedidos de fazer qualquer tipo de propaganda nesses locais e também de prestar consultorias a distância. "O médico pode dar formas de prevenção, tratar de fórmulas evolutivas. Mas não pode fazer consultas dessa forma", afirma o vice-presidente do CFM.
Os médicos e estabelecimentos têm o prazo de 180 dias, a partir da data da publicação, para se adaptarem as novas regras. Aqueles que descumprirem podem ser advertidos confidencialmente, censurados confidencialmente ou publicamente e até terem os registros cassados pelo conselho. Emmanuel Fortes garantiu que a fiscalização será feita diariamente pelo conselho com a ajuda dos conselhos federais e os departamentos de fiscalização dos estados.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Crise em mais um ministério. Desta vez no Turismo
A Operação Voucher da Polícia Federal prendeu, na terça-feira (9/8), mais de 30 pessoas suspeitas de desviar recursos do Ministério do Turismo. Entre os presos, empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) do Amapá.
A investigação da polícia, iniciada desde abril, aponta indícios de irregularidades entre um convênio da pasta e com o Ibrasi para um programa de capacitação de profissionais de turismo no Amapá. A verba do programa foi autorizada por meio de uma emenda parlamentar proposta pela deputada federal Fátima Peláes. Foram liberados R$ 4 milhões para o convênio. Destes, R$ 3,1 milhões teriam sido desviados, de acordo com informações da PF.
Polêmica
As prisões no início da manhã surpreenderam o governo. Segundo informações de parlamentares da base aliada, a PF não chegou a avisar nem o Ministério da Justiça. Entre os presos, o secretário executivo do Turismo, Frederico Silva da Costa, o secretário nacional de Desenvolvimento de Programa de Turismo, Colbert Martins e o ex-deputado e ex-presidente da Embratur, Mário Moyses.
Alguns deputados foram em defesa de Colbert. Para o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, a prisão do secretário é considerada um "absurdo". De acordo com ele, o contrato foi assinado em 2009 e vinha tramitando normalmente. "Nesses seis meses o PMDB manteve o mesmo comportamento e a mesma prática", explica.
Já Cândido Vaccarezza (PT-SP) falou em abuso de poder. "Não queremos nenhum acobertamento, nem também abuso de poder. Não pode uma pessoa estar há dois meses no Ministério (referindo-se a Colbert Martins) e ser preso sem ser chamado para dar explicações. Acho que houve um abuso de poder do Judiciário e do Ministério Público", afirma.
Veja mais informações na matéria do Jornal Nacional.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Ministro da Agricultura vai prestar esclarecimentos em Comissão da Câmara

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, será ouvido, nesta quarta-feira (3/8), na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Rossi vai prestar esclarecimentos sobre as denúncias de desvio de recursos revelado por Oscar Jucá Neto, o Jucazinho, diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O depoimento está previsto para às 10h. De acordo com o líder da Câmara, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o ministro se prontificou a dar os esclarecimentos no Congresso. "Para toda denúncia temos o contraditório. Toda denúncia pode ser de base real ou em ressentimentos", explica ao justificar o motivo de Rossi ser ouvido pela Comissão.
Mesmo assim, para Teixeira, as justificativas do ministro até o momento foram consistentes. Em relação a uma possível diferença de tratamento entre as crises no Ministério dos Transportes, que afastou mais de 20 pessoas, e da Agricultura, o deputado afirmou que a presidente Dilma Rousseff está tratando os casos de forma igual. "Foi diferente (no Ministério dos Transportes) porque o ministro Alfredo Nascimento pediu o afastamento. O tratamento dado ao PR é igual ao PMDB", garante.
Denúncia
Oscar Jucá Neto revelou em estrevista a revista Veja a existência de um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do Ministério da Agricultura com o objetivo de arrecadar dinheiro.
A denúncia trata de dois casos envolvendo a Conab. O primeiro sobre o repasse de R$ 14,9 milhões ao mercado agrícola Caramuru Alimentos referentes a dívidas contratuais. O pagamento foi feito 20 anos após a determinação da Justiça. O motivo da demora teria sido uma negociação da Conab para aumentar o montante em R$ 20 milhões, sendo que R$ 5 milhões deste valor, deveriam ser repassados as autoridades da pasta.
O outro caso envolve a venda de um terreno da Conab nas proximidades do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, em Brasília. Um empresa adquiriu o imóvel por R$ 8 milhões, valor muito abaixo do estimado. Há indícios de que o comprador Hanna Massouh seria amigo do senado Gim Argello do PTB.
A revelação foi feita após Jucazinho ter sido exonerado sob a acusação de autorizar o pagamento de R$ 8 milhões a uma empresa-fantasma que já foi ligada à sua família e que, atualmente, tem um pedreiro e um vendedor de carros como sócios.
Outras crises
A crise dos ministérios teve início nos Transportes. Uma reportagem publicada no jornal O Globo revelou contratos milionários entre empresas e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Mas foi a denúncia de enriquecimento ilítico do filho do ministro da pasta que causou a primeira derrubada. Alfredo Nascimento pediu o afastamento do cargo que foi assumido por Paulo Sérgio Passos.
Após a saída de Alfredo, começaram diversas baixas na pasta. Ao todo, mais de 20 pessoas foram afastadas de cargos no Dnit. Até agora, nem a presidente Dilma e nem o atual ministro anunciaram os nomes que vão tomar posse dos cargos dos exonerados.
Além da crise nos Transportes, já foram reveladas denúncias no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e das Cidades. No primeiro, há informações de um suposto esquema de desvio de dinheiro na área de capacitação profissional em Belo Horizonte, Belém e São Luís. Já na pasta das Cidades, a acusação é de que o ministério liberou, em 2010, pagamento irregulares em favor de três grandes empreiteiras que teriam doado mais de R$ 15 milhões ao PP, partido que comanda a pasta.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Ministério da Saúde divulga balanço das hepatites virais no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou, no Dia Mundial de Combate à Hepatite, o boletim epidemiológico da doença no país. Os dados são referentes ao período de 1999 até o ano passado. Segundo a pesquisa, foram notificados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo os cinco tipos da doença - A, B, C, D e E.
Deste número, mais de 130 mil são referentes a pacientes com a hepatite A. Em seguida, são 104.454 e 69.952 com as hepatites B e C, o que demonstra o crescimento na taxa detecção da doença. "A taxa de detecção é crescente. Ela representa o caso de pessoas infectadas há 10 ou 15 anos", de acordo com o Ministério.
Outro dado importante que o boletim apresentou é referente ao número de mortes. A hepatite C foi a que mais matou na última década. Ao todo foram 14.873 mortes decorrentes da doença. Só no ano passado, morreram 1.932 pacientes infectados com a hepatite C. O maior número de mortes aconteceu na região Sudeste, principalmente, em São Paulo. Depois da C, a hepatite B foi a causa de 4.978 mortes desde 2000.
Hepatites
Hepatite A - Representa o maior número de casos no país, ao todo, são 130.354, tendo predominância nas regiões Nordesre (31,2%) e Norte (22,6%). É a hepatite mais disseminada no país, mas também a que causa menos impacto ao paciente. Ela está relacionada as condições sanitárias.
Hepatite B - É transmitida por meio de relações sexuais com parceiros contaminados e assim, como a hepatite C, é uma doença silenciosa e dificilmente detectada. Os dados divulgados pelo Ministério mostram que a pacientes entre 20 e 49 anos concentram 71,8% dos casos.
Hepatite C - A doença pode ser transmitida pelo contato com sangue, como por exemplo, compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, agulhas, seringas, equipamentos de tatuagem e uso de drogas. Pacientes que receberam transfusão de sangue antes de 1993 também correm o risco de terem contraído a doença. A maior preocupação é de que as infecções que se cronificam podem evoluir para cirrose e câncer de fígado.
Hepatite D - Só as pessoas portadoras do tipo B podem ser infectadas com a tipo D, também causada por um vírus. Assim como a hepatite B, ela é transmitida por meio de relações sexuais. A associação dos dois tipos da doença acarrentam em complicações mais graves aos pacientes. A doença tem 76,3% de concentração na região Norte. Os estados do Acre e Amazonas agregam a maioria dos casos acumulados da doença, sendo 555 e 625, respectivamente. Ao todo existem 1.812 casos notificados no país todo.
Hepatite E - A transmissão é feita por meio de água e alimentos contaminados pelo vírus, assim como a tipo A. Contudo, esse é um tipo raro no Brasil, são 874 casos confirmados. Ela é mais comum na Ásia e na África.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Anvisa lança programa para reduzir consumo de sal no país

O brasileiro consume sal excessivamente nas alimentações é o que indica uma pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estudo aponta que as pessoas consomem, em média, 12 gramas de sal por dia, enquanto o valor ideal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estabelece 5 gramas. Como consequência disso, a Anvisa lançou, nesta terça-feira (26/7), uma campanha para reduzir o consumo excessivo de sal.
O objetivo do programa é orientar a população dos riscos do alto consumo de bicabornato de sódio e tentar fazer com que pelo menos 10% do sal consumido pelos brasileiros possa ser reduzido. O programa será iniciado primeiro no Distrito Federal como uma espécie de piloto segundo a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito. "Vamos começar em Brasília com a ajuda dos supermercados que vão entregar os panfletos de orientação. Depois de um período de 45 dias iremos analisar os resultados para expandirmos para o restante do país", explica.
De acordo com a diretora da Anvisa, o alto consumo de sal é uma tradição brasileira. "As pessoas têm o costume de exagerar no sal como tempero. Mas elas têm que saber que podemos optar por uma salsinha, orégano e até canela para dar sabor aos alimentos dispensando o sal", ensina Maria Cecília.
A diretora também alerta para os alimentos industrializados. "Os produtos industrializados têm bastante sal, gordura trans e até alguns alimentos doces levam sal. É importante ter uma reeducação alimentar da população como forma de evitar doenças cardíacas e pressão alta, por exemplo", finaliza.
Confira algumas dicas para reduzir o consumo de sal:
* Aproveite os temperos naturais, como cheiro verde, tomate, cebola, alho e salsinha para tornar a comida mais saborosa e evite o sal;
* Os alimentos industrializados são responsáveis por cerca de 70% do sal consumido atualmente. Antes de comprá-los, observe na tabela nutricional se a taxa de sódio não está muito elevada;
* Evite o hábito de acrescentar sal na comida de restaurantes, pois, geralmente, ela já vem temperada e você não saberá quanto sal vai ingerir.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Brasil tem crescimento no número de empregos no mês de junho, segundo dados do Caged

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, nesta semana, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Eles apontam o crescimento na geração de empregos. Mais de 25 mil novos postos de trabalhos foram gerados no mês de junho em todo o país. No acumulado do ano, o número apresentou queda. Caiu de 1,63 milhões para 1,41.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, justificou a queda. "No ano passado como tinha o período eleitoral várias contratações foram antecipadas para o primeiro semestre. Por isso, essa diferença. Mas a minha expectativa é de que o segundo semestre de 2011 ainda seja melhor", disse.
A região que mais impulsionou esse aumento no número de empregos no mês de junho foi o Sudeste. São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro são os três estados que mais criaram postos de trabalho no país, cada um com 61.208, 45.021 e 19,756, respectivamente. O Rio de Janeiro ainda teve um destaque maior por ter apresentado um desempenho recorde motivado pelos investimentos na construção civil.
Três setores também foram responsáveis por esse crescimento. São eles, a agricultura que gerou mais de 75 mil empregos - ligado a expectativa de maior safra do ano -, serviços com 53.543 e a construção civil com 30.531, que ainda pode crescer ainda mais, de acordo com a previsão do ministro Lupi.
A diferença continua
Os números do Caged ainda mostraram que as mulheres continuam ganhando menos do que os homens mesmo que estejam ocupando cargos iguais. Por exemplo, um homem ao ser admitido em um emprego no Distrito Federal ganha, em média, R$ 929,29, enquanto a mulher vai receber R$ 864,24.
A diferença é ainda maior quando trata-se da região Sudeste. Os salários ficam, em média, R$ 1.024,56 para os homens e R$ 871,61. O ministro do Trabalho não soube explicar o real motivo dessa diferença, mas afirmou que a disparidade é vista, principalmente, nos locais em que o nível de escolaridade é mais alto. "Vocês podem ver que nas regiões Norte e Nordeste essa diferença no valor é menor. Por exemplo, no Nordeste o homem recebe R$ 792,66 e a mulher R$ 719,10", comenta Lupi.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Eleições x Internet

Vamos discutir um pouco da influência na internet nas Eleições de 2010, confira no blog Webturno. Acesse http://webturno.blogspot.com/
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Motociclista morre em acidente na BR-020
Um motociclista de 23 anos morreu na manhã de segunda-feira (23/8) depois de se chocar com um Ford/Fiesta de cor branca no quilômetro 14 da BR-020, no sentido Planaltina, próximo a um retorno. O jovem era morador de Ceilândia Sul e deixou uma filha de três anos para criar. Além dele, três pessoas que estavam no Fiesta ficaram feridas e chegaram a ser encaminhadas ao Hospital Regional de Planaltina. O corpo da vítima ficou cerca de cinco horas exposta até ser retirado pelo Instituto de Medicina Legal (IML).
O condutor da moto, Geison Pereira da Silva, que era técnico eletrônico, estava de serviço em sua moto, uma Honda CG 150, placa JJF 2493 DF, e transitava na pista da direita da BR-020. De acordo com a perícia preliminar da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motociclista teria tentando mudar de faixa, quando colidiu com o Ford/Fiesta, placa JGP 9304, conduzido por Elson da Silva Fernandes, 21 anos, que seguia pela faixa da esquerda. Elson estava indo para Planaltina de Goiás, onde mora com a família.
O motociclista não resistiu a colisão e morreu no local antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros, que foram informados do incidente por volta das 10h. Com a força da batida, o capacete, os sapatos e o baú da moto foram arremessados para lados opostos a mais de 30 metros do local de onde estava o veículo. A polícia trabalha com a possibilidade de que o capacete estivesse folgado. No carro, além dos danos materiais, resquícios do acidente, como tufos de cabelo e de sangue do motociclista.
Outras três pessoas também ficaram feridas. O motorista Elson da Silva quebrou a mão direita, sua esposa Suelen Felix Bezerra teve escoriações leves e a filha do casal de seis meses teve cortes no rosto, por conta dos pedaços de vidros que voaram na direção da criança. Por estarem no banco de trás, Suelen e a criança ficaram apenas levemente feridas. Mesmo assim, todos foram encaminhados ao Hospital Regional de Planaltina, mas passam bem.
Após a perícia preliminar da PRF, por volta das 13h30, os peritos da Polícia Civil do Distrito Federal chegaram até o local. Abordados pela equipe de reportagem do Correio, os peritos informaram que não poderiam divulgar informações antes dos exames finais. O caso será apurado pela 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho). O condutor que ficou bastante abalado também não quis se falar sobre o acidente. A mãe do jovem, Kátia Moreiro da Silva Fernandes, afirmou também não saber como teria acontecido a colisão. "Minha nora me ligou contando do fato. Só Deus sabe a causa. Ninguém pode dizer qual dos veículos estavam errados", afirma Kátia.
Os familiares de Geison chegaram ao local às 15h, no mesmo horário que o Instituto de Medicina Legal retirou o corpo do jovem. O padrasto Carlos José Sales e a irmã Patrícia Pereira da Silva chegaram bastante abalados. Carlos Sales afirmou que tinha Geison como um filho. "Eu não era o pai biológico, mas tinha esse menino como meu filho. Ele trabalhava comigo e estava a serviço no momento do acidente", disse entre prantos o padrasto.
Movimentação
Com a demora da chegada dos peritos da Polícia Civil e do IML para recolher o corpo, muitos populares pararam próximo ao local do acidente. Foi o caso do motoboy Arnon Júnior de 20 anos. Ele afirmou ter parado para ver se era alguém conhecido. "A gente fica preocupado achando que é algum amigo", explica. Segundo Arnon, esse tipo incidente acontece todos os dias. "Infelizmente todo dia tem acidente com moto aqui na BR-020", afirma.
Além dos populares que paravam no local, muitos carros também transitavam com lentidão, o que causou trânsito e até algumas complicações. Diversos carros precisavam frear e quase bateram por esse motivo. O trânsito ficou interrompido na faixa da esquerda, no sentido Planaltina, até por volta das 15h.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
DF tem o maior número do país de denúncias de violência doméstica contra mulheres

Publicação em 04/08/2010 no Correio Braziliense
O Distrito Federal registrou, entre janeiro e julho deste ano, o maior número do Brasil em denúncias de violência doméstica contra mulheres em relação à população feminina. Segundo os dados divulgados pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a cada 50 mil mulheres na capital, 267 queixas foram registradas.
Em todo o país, foram registrados mais de 343 mil ligações para a Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180. Destas, mais de 7 mil ligações foram feitas do Distrito Federal. Para a secretária nacional de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher, Aparecida Gonçalves, o número cresceu porque as mulheres têm mais acesso a informação. "O fato é que os meios de comunicação têm exercido um papel importante sobre a divulgação da Lei Maria da Penha, o que faz com que as mulheres busquem ajuda. O outro é que fizemos uma campanha nacional que chegou a todos os lugares do país", explica.
De todas as ligações do DF, 1.333 eram para denunciar violência doméstica. A maior parte deste número era referente à violência física: 707. Em segundo lugar, com 393 ocorrências, vem a violência psicológica. Aparecida Gonçalves explica que, neste tipo de agressão, estão ameaças de espacamento e xingamentos ligados diretamente à auto estima da mulher. Na pesquisa foram assinaladas as violências moral, patrimonial e sexual, com 199, 12 e 8 denúncias, respectivamente.
De acordo com os dados da SPM, mais de 200 mulheres foram ameaçadas este ano e três quase foram mortas no Distrito Federal por violência doméstica. A pesquisa também conseguiu informar o perfil das mulheres que sofrem esse tipo de violência. Segundo a secretária nacional de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher, as características foram levantadas de acordo com as informações fornecidas à Central de Atendimento por mulheres que denunciaram agressões. "Elas ligam, relatam os problemas, e nós perguntamos se elas querem dar mais detalhes, porque são eles que dão a visão da gravidade do caso e qual encaminhamento deve ser dado", afirma.
Perfil
A pesquisa mostra que, no DF, entre mulheres pesquisadas, mais de 3 mil têm entre 25 e 49 anos. Além disso, os dados apontam que 665 das vítimas eram esposas do agressor, e 200 delas eram ex-namoradas ou ex-esposas.
Outro dado da pesquisa mostra que, em 652 dos casos, a agressão acontece diariamente. De acordo com Aparecida Gonçalves, o número é altíssimo. "Temos que pensar que há muitas mulheres não nos relatam e que os casos não chegam até a delegacia. O que mostra que esse número é ainda maior", explica.
Denúncia
Para fazer denúncias ou dar informações, qualquer pessoa pode ligar no número 180. As chamadas são gratuitas. "Peço para que as mulheres busquem ajuda. É super importante que elas não passem por isso sozinhas", explica Aparecida Gonçalves.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Brasília é considerada capital do bullying

No mês de maio, uma adolescente de 12 anos resolveu registrar ocorrência na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) por estar sofrendo bullying pelos colegas do Centro de Ensino Fundamental 24, em Ceilândia. A Delegacia ainda apura o caso. Segundo o delegado Francisco Antônio da Silva, a ocorrência é curiosa por ser o primeiro caso nesse sentido apurado na DCA.
Em dezembro de 2009, Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou Brasília como a capital com o maior índice de casos de bullying. De acordo com o dados, 36,5% dos estudantes admitiram sofrer esse tipo de violência. A cada dez estudantes, três afirmaram terem sido vítimas de bullying.
Para a subsecretária para Educação Integral, Ivanna Sant'Ana Torres, ela acredita que o número é alto em Brasília, primeiro, por causa do nível de conscientazação, que é maior na cidade. "É importante entender que esse índice não mostra que temos mais casos do que os outros estados. Mas que temos um nível de conscientização e mobilização maior, que faz as pessoas identifiquem mais casos e possam falar mais sobre o assuntos", explica.
Os dados do IBGE também mostram que no Brasil, de modo geral, os casos acontecem mais nas escolas particulares do que nas públicas, 35,9% e 29,5%, respectivamente. Ivanna explica que
a Secretaria de Educação do Distrito Federal já cercou as instituições de orientações e, além disso, possui 305 Conselhos de Segurança, que são responsáveis pelas mediações de conflitos nas escolas. "Essa é a ação mais importante que podemos fazer para combater o bullying", classifica.
Ivanna também ressalta que outra ação é a Educação Integral: "É importante quando você trabalha na perspectiva da integralidade e na dignidade da pessoa humana". A subsecretária disse que as escolas e os estudantes devem promover a diversidade. "É preciso aceitar a convivência e promover a democracia. O mundo está menos violento. Os países que vivem a democracia convivem melhor. É isso que devemos trazer também para as escolas. Se criamos mais processos participativos, diminuímos a violência", diz.
Particulares
Amábile Passos é presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe). Ela explica que apesar de o índice ser maior nas escolas privadas, esse tema já é trabalhado há mais de oito anos no DF. "Nós tratamos o problema de frente. Fomos o primeiro lugar a implantar o combate ao bullying no Brasil. Hoje todo mundo já sabe definir e diagnosticar a violência. Estamos, de fato, encarando a situação", diz.
De acordo com a presidente, tanto as escolas públicas, como as privadas, já possuem estruturas de observação dos casos. "Não estamos fazendo de conta que não é conosco. Há dois anos montamos um observatório para monitorar os casos no DF. No ano passado, fomos a quatro cidades satélites diferentes divulgando palestras para os pais. E, ainda, o Sindicato capacita diretores, coordenadores e professores das escolas filiadas", explica.
Como lidar
O Centro de Ensino Fundamental 24, localizado na QNQ 03 em Ceilândia, registrou este ano dois casos de bullying. De acordo com o supervisor pedagógico, João Batista de Oliveira, o primeiro foi um caso de cyberbullying. "Tivemos problemas entre as alunas se ameaçando e se xingando em rede sociais', explica. O supervisor disse que a situação foi resolvida após uma conversa entre as alunas. "Um das envolvidas até está participando agora dos programas de conscientização", comemora.
João de Oliveira lembra que no ano passado a escola promoveu uma série de palestras e atividades voltadas para o combate e conscientização à prática de bullying e cyberbullying. "No ano passado recebemos o programa Superação Jovem da Fundação Ayrton Senna, que propõe que seja trabalhado o protagonismo juvenil. Vieram vários projetos, entre as propostas, surgiu a discussão do bullying", explica.
Pesquisas com professores, alunos e servidores foram feitas antes do programa ser realmente produzido. "Os alunos preparam um teatro e na época, a situação ficou resolvida. Mas esse ano já tivemos dois casos", lamenta.
Depois do caso do cyberbullying e com outro caso recente, envolvendo uma jovem que foi apelidada por um colega, a escola resolveu voltar com o programa. "Estamos novamente analisando e produzindo novas palestras e teatros. É importante envolver os alunos que usam suas experiências e faz parecer mais real", afirma.
Bullying
É preciso saber diferenciar o bullying, explica a subsecretária Ivanna Torres. "É importante ressaltar que em alguns momentos qualquer tipo de violência é tratado como bullying e não é bem assim. O bullying é um ato de violência que acontece repetidamente para atingir alguém ou um grupo", informa.
A presidente do Sindicato, Amábile Passos, também concorda com a subsecretária: "É preciso diferenciar um conflito normal do bullying".
Relembrando a primeira paralisação dos rodoviários antes da greve

A paralisação relâmpago dos rodoviários, que aconteceu na manhã de quinta-feira (10/06), prejudicou bastante a população brasiliense que depende do transporte público. Por causa da greve, muitas pessoas chegaram atrasada a seus compromissos ou tiveram que optar por outro meios de condução.
Foi o caso da vendedora Jaciara Gomes, de 23 anos. Ela mora no Paranoá e depende do transporte público para chegar até a farmácia onde trabalha na Asa Sul. "Cheguei às 6h da manhã na parada e até as 8h não tinha passado nenhum ônibus. Fui pega de surpresa. Então, passou uma lotação e eu tive que pegar. Era o único jeito de chegar ao serviço. Ainda assim, só consegui chegar às 9h" explica. Ela diz que ainda não sabe o que vai fazer para conseguir chegar até o trabalho quando a greve começar oficialmente, na segunda-feira (14/06). "Nem sei o que posso fazer", lamenta.
Quem optou pelo Metrô também não teve muita facilidade. De acordo com Lenio Pacheco, funcionário da Estação Terminal Feira, o movimento foi maior hoje pela manhã. "Por volta das 8h tinha bastante gente. No terminal de Ceilândia, muitos não conseguiram entrar por causa da superlotação", explica.
O dono de um açougue no Guará I, Emir Fagundes, 57, mora no Núcleo Bandeirante e acabou virando a segunda opção dos colegas. "Estava vindo para o trabalho quando vi três amigos esperando ônibus na parada. Eles me acenaram e como depedem do transporte para ir ao serviço, me ofereci para levâ-los até o Setor de Oficinas", explica. Ele disse ainda que um pouco mais adiante, na altura do Ceasa, no Setor de Abastecimento Sul, dois outros amigos pediram carona. "Vinha passando e eles me reconheceram. Novamente, parei para ajudar", diz.
Sem opção
Marcos Alcélio Rodrigues Marques, 27, não tinha como pegar um carona ou ir de carro, e teve que esperar o transporte chegar. "Cheguei na parada às 5h30 e não sabia dessa paralisação. A parada estava lotada. Só consegui pegar o ônibus às 9h", afirma. Marcos trabalha como salgadeiro em uma panificadora localizada no Guará. "Sou eu que faço os salgados e hoje vai atrasar. Não gosto de chegar depois do horário no serviço. Na segunda-feira nem sei o que vou fazer, vou ter que conversar com meu chefe", fala, chateado.
Jaqueline Alves Barbosa, 29, também está entre as pessoas que ainda não sabe o que fará quando começar a greve. Ela é moradora do Itapoã e depende do transporte para chegar até seu trabalho na Asa Sul. Segundo Jaqueline, antes de sair para pegar o ônibus ela viu as notícias na televisão e seu marido também já a havia avisado porque não conseguiu transporte para ir até o serviço na Esplanada dos Ministérios. "Ele voltou para casa porque desistiu. Mas eu tinha que tentar ir. Fui para a parada às 8h30 e a expectativa era é de que às 9h já tivesse ônibus. Mas só consegui pegar perto das 10h", explica. Seguno ela, o coletivo estava tão lotado que houve até briga. "O pessoal estava brigando tanto para entrar quanto para sair. Eu nem conseguia enxergar o motorista", comenta.
Na faculdade Unicesp, no Guará, tanto funcionários como estudantes foram prejudicados. De acordo com uma das secretárias Walda Kelly Indalecia, 32, três áreas da isntituição estão fechadas porque os servidores ainda não chegaram. "O atendimento interno, a área da comunicação social e o atendimento ao aluno não estão funcionando. Não tem ninguém para atender. Todo mundo que trabalha nessas áreas vem de ônibus", explica.
Os estudantes Leonardo Passos e Nayara Young, ambos de 23 anos, chegaram mais tarde na aula hoje. Leonardo conseguiu pegar o ônibus só por volta das 8h. Ele é morador de Taguatinga Norte e está acostumado a chegar à faculdade esse horário. "Quase desisti. Mas de última hora apareceu um ônibus e consegui vir", explica.
Já Nayara mora no Núcleo Bandeirante e tinha até combinado com o professor que chegaria mais cedo, mas foi pega de surpresa. "A parada estava lotada e não passava ônibus. Tive que ligar pro meu professor", explica. Mas não será apenas nas aulas que Nayara será prejudicada, ela depende do transporte para ir até o estágio. "No estágio eles falaram que iam providenciar um transporte, mas na segunda-feira. Ninguém esperava isso hoje", afirma. A estudante diz entender o lado dos rodoviários. "Mas acaba não sendo a melhor solução e nem a forma mais correta porque prejudica todo mundo", explica.
Assinar:
Comentários (Atom)

