quinta-feira, 18 de junho de 2009
Fica a dica.
Trecho retirado do blog do diretor da sucursal de Brasília da revista Época, Paulo Moreira Leite.
Vale a penar ler: Jornalista é igual a cozinheiro?
http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2009/06/17/cozinheiro/
E o diploma?
Muito se discute, discutiu e ainda vai se discutir sobre a obrigatoriedade do diploma na profissão de jornalista. O Supremo Tribunal Federal (STF) já tomou sua decisão.
Os bons profissionais não vão perder suas vagas, as empresas de comunicação já deixaram isso claro. Quatro anos perdidos? Se alguém se sente lesado é porque sua formação deixou a desejar. Mas, e a qualidade? Onde, fica essa discussão?
Ter diploma ou não, aprender dentro das salas de aula ou na universidade da vida, se for para acrescentar melhor assim. Jornalistas e aspirantes a concorrência só tende a piorar, mas, cabe a nós lutarmos por um jornalismo de qualidade e acima de tudo, ético.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Ao Querido Lead

Você insiste em aparecer na minha vida. É constante nos livros, nos textos e até em meus pensamentos. Por que você não me dá um descanso? Tenho sentido que você quer me prender a este seu jeito certinho que segue todas as regras. Pois eu não sou assim, não gosto de ordens, e muito menos de responder suas perguntas de sempre. Peço que me dê um tempo, que me dê um pouco de liberdade para fazer o que eu bem entender.
Não sei por que você insiste que todos devem agir como você quer. Você é muito egocêntrico, só porque é conhecido e requisitado. Deve achar que é o mais belo modelo para os outros, mas fique sabendo que não é. Alguns lhe acham maravilhoso, mas, outros, pensam que você não é criativo, que cansa, que acaba tornando tudo completamente igual.
Tudo bem, admito, você é claro, dá todas as informações logo de cara. Só que no fundo, você é um saco, completamente previsível. Creio que não deva gostar de um mistério. Sinceramente, espero que você vá passear por uns tempos por outros caminhos. Que mude de ramo, que dê um tempinho das páginas de jornal.
Até você querido lead, deve estar cansado das suas mesmices.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
O VENDEDOR DE SONHOS: O CHAMADO
O livro de Augusto Cury mistura uma reflexão socióloga e religiosa. Submete o leitor a um mundo pouco explorado, o da psique humana. A forma se deve ao acompanhamento da história de um vendedor de sonhos, que confunde mentes por onde passa.
A história é narrada por Júlio César, um renomado professor que reencontra o sentido da vida com a ajuda de seu futuro mestre, que o impede de cometer suicídio. O vendedor de sonhos expõe o sistema em que vive a sociedade e os males causados por ele. Ao decorrer da obra o vendedor acumula discípulos – alguns o seguindo ao longo da caminhada – e também desafetos, como a grandiosa empresa Megasoft.
Augusto utiliza um contexto atual e tocante a qualquer leitor. É impossível chegar ao meio de “O Vendedor de Sonhos” e não ter se perguntado se realmente vivemos em um manicômio global, como sugere o personagem principal.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
A LUTA DOS NEGROS: Um sonho de King e um legado de 68.
O ano de 1968 simboliza a utopia de uma geração que lutava por seus direitos. Entre os tantos acontecimentos que marcaram
A vida dos negros nas décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos não era fácil, eles sofriam com a pobreza, a desigualdade, a discriminação, o racismo e principalmente com as Leis de Segregação Racial: que negavam aos cidadãos não-brancos toda uma série de direitos. Em 1963, John F. Kennedy assinou a Lei dos Direitos Civis, no entanto, não seria mais que uma mera formalização do Estado para engolir o movimento negro.
Após o falecimento de King, os jovens negros sublevaram-se em mais de 100 cidades
O partido negro revolucionário estadunidense, fundado em 1968, ficou conhecido como “Panteras Negras”, tinha como finalidade original patrulhar os guetos para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia. Os panteras se tornaram mundialmente conhecidos nos Jogos Olímpicos da Cidade do México. Tommie Smith e John Carlos, atletas medalhistas dos EUA, fizeram a saudação “black power” durante a cerimônia de premiação e foram banidos pelo Comitê Olímpico. Mas, foi o pacifismo de King que sensibilizou de verdade os americanos. Pouco depois de sua morte, a Suprema Corte declarou que qualquer tipo de segregação era contrária à Constituição do país.
O comportamento da geração de 68, permitiu a ascensão de negros, a posição de destaque nos Estados Unidos e no mundo. “Se há empresários negros bem sucedidos, apresentadores de televisão de sucesso ou esportistas idolatrados, é porque as pessoas iam às ruas gritar contra a discriminação” diz o historiador Green.
O senador negro, Barack Obama que concorre à presidência dos Estados Unidos, é o mais recente exemplo da ascensão dos negros. O país viu nascer não apenas um dos mais bem-sucedidos políticos negros, mas um novo líder nacional. Obama em 1997, no seu primeiro cargo eletivo, devia seus votos à comunidade negra de Chicago, onde desde anos 80, trabalhava na defesa dos direitos civis. Mesmo se não vencer a eleição, será considerado um vencedor.
No Brasil, o movimento negro praticamente não existia no ano de
Embora a Lei de Segregação Racial não exista mais nos Estados Unidos e apesar de ser comum escutar que no Brasil já não exista mais racismo, até hoje os negros continuam sofrendo discriminação em diversos setores da sociedade.
Mesmo depois de quarenta anos, que não enterremos as conquistas que o movimento negro trouxe aos dias de hoje; e que o sonho de King não seja apenas sonho, que perdure na realidade.

