quarta-feira, 7 de abril de 2010

Prata da Casa


Um Astro na AGU
Violino é o Mickey de Walt Disney da PGU



Walt Disney Alves de Sousa trabalha na Advocacia-Geral da União desde 2002 e compõe o apoio da Procuradoria-Geral da União (PGU) da sede em Brasília. Com o nome do famoso criador do personagem Mickey Mouse, Disney também resolveu seguir uma carreira artística. Lá em 2003, começou a se interessar por música instrumental.


O interesse surgiu depois de perceber que várias bandas de rock, do qual era fã, estavam lançando músicas com o apoio de orquestra ao fundo. “Sempre gostei de música, principalmente, instrumental então resolvi comprar um violino” afirma. Disney gastou todo o dinheiro do PIS para poder comprar o instrumento.


No começo, tentou aprender por si. Mas como não sabia afinar, quebrou as cordas do violino diversas vezes. Até que resolveu procurar uma ajuda profissional. “Primeiro contratei um professor em Taguatinga, depois fiquei dois anos na Bsb Musical e resolvi tentar a Escola de Música, mas a falta de tempo me impediu de permanecer” explica.


Mesmo sem tempo para estudar na Escola de Música, ele não desistiu. Disney costumava levar o violino à AGU e aproveitava o horário de almoço para praticar. “Mas era difícil conciliar. Eu deixava de almoçar para tocar, levava uns 20 minutos só para afinar. Às vezes ainda tinha que parar porque acabava chamando atenção de alguém que vinha conversar” diz entre risos.


O violino apareceu na vida de Disney como hobby. Antes ele acreditava que o mais difícil seria aprender a ler as partituras. Depois percebeu que era a parte mais fácil. “É legal, sabe? O que eu achava que seria mais difícil hoje é o mais fácil para mim” declara Disney.


Atualmente, Disney continua estudando as apostilas, lendo partituras e se dedicando quando pode ao violino. Quando questionado em relação a shows, disse que nunca pensou nisso. “Sempre fiz pelo prazer. Às vezes toco em eventos pequenos de familiares que querem homenagear alguém. Mas o violino é hobby” explica.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Turismo e Lazer

Publicado em 12/03/2010 no Jornal Online "Na Prática"

Brasília tem city tour com ônibus turístico

Empresa oferece serviço para que os visitantes conheçam os principais monumentos da cidade em menos de 2h




Aqueles que querem conhecer os principais pontos turísticos da Capital Federal podem fazer esse passeio de uma só vez no ônibus turístico. O serviço ainda é novo em Brasília e completa um ano em maio de 2010. O city tour dura 1h30 e custa R$ 20. O grande diferencial é que os turistas se deparam com um olhar panorâmico visto pelo segundo andar dos ônibus que tem teto removível. A iniciativa do projeto acontece por meio da empresa de turismo Catedral, que se inspirou no mesmo serviço prestado na Europa.


Segundo Luciano Coutinho da BrasiliaTur, o governo do DF não teve nenhum gasto, a empresa privada arcou com todo os custos dos ônibus e da capacitação de profissionais. A circulação começou no dia 9 de maio de 2009. De acordo com o motorista William de Oliveira, nos dias 1, 2, e 3, o passeio foi feito de forma experimental no valor de R$ 5. No fim de semana, cerca de 600 pessoas fizeram o trajeto.


Para o motorista, o passeio encanta pela vista diferenciada e porque o turista escuta a história de cada monumento em português, espanhol e inglês pelo sistema de som ligado ao GPS. "A vantagem é saber o ano, o arquiteto e o contexto histórico da obra. Se o turista fosse fazer o passeio sozinho isso não existiria", afirma.



Crianças menores de 5 anos e maiores de 65 anos são isentos do pagamento. Até 12 anos o preço fica na faixa dos R$ 10. Aproveitando estes valores, Vera Lúcia, que veio do Rio Grande do Sul, resolveu fazer o passeio com a neta, o filho e a nora. A família veio apenas passar o fim de semana e adorou a ideia de conhecer os pontos turísticos todos de uma vez. "Nós teríamos que alugar um carro ou pedir um táxi que seria bem mais caro. Além disso, o passeio não seria tão bonito", explica Vera Lúcia. O ticket vale pelo dia inteiro, então o turista pode descer para conhecer o monumento e depois pegar o próximo ônibus.


A única parada oficialmente com direito a descida é no Palácio da Alvorada. "As pessoas gostam de ver onde mora o presidente e se o turista tiver sorte ainda pode ver o Lula", afirma William. Segundo ele, o passeio costuma ser feito por pessoas que vem a cidade a trabalho e por isso, a duração é pequena. Yoliangel Rivas, 26, é uma dessas pessoas. A venezuelana trabalha com relações exteriores e veio passar uma semana na cidade por causa de uma reunião. "Estou pela primeira vez em Brasília e sou apaixonada por arquitetura, por isso quis fazer o passeio", diz.


A presença de estrangeiros não é tão constante. A maioria dos turistas vêm de outras localidades do Brasil. "Também é comum que moradores de Brasília façam o passeio quando estão com visitas que não conhecem a cidade", analisa o motorista.


Para que o passeio aconteça é necessário no mínimo cinco pessoas. O trajeto já tem horários pré-estabelecidos. "No fim de semana cresce a procura até por existir maior variedade de horários", diz Ana Carolina que é monitora dos passageiros. O roteiro começa na Torre de TV e segue pelos pontos turísticos da Esplanada dos Ministérios, Ponte JK, Palácio do Jaburu e da Alvorada, Teatro Nacional e o Memorial JK.


O city tour costuma ser pouco divulgado. Há um quiosque na Torre de TV e um no Aeroporto criado recentemente. Para mais informações os turistas podem acessar o site (www.brasiliacitytour.com.br).

terça-feira, 9 de março de 2010

Incentivo

Programa da Administração do Lago Sul promove atividades para melhor idade

O projeto incentiva os idosos em atividades físicas e culturais



Os moradores da melhor da idade do Distrito Federal podem realizar atividades físicas, culturais e de lazer com o incentivo do programa "Curtindo a vida com + de 60". O projeto é uma iniciativa da Administração do Lago Sul e tem o objetivo de desenvolver momentos diferenciados aos idosos. Os encontros acontecem todas às quintas-feiras a partir das 14h no Auditório Regional da QI 11.


O programa existe desde abril de 2008 e surgiu para suprir uma demanda da região. Os participantes, César Borba e Vilmar Coimbra, explicam que antes do projeto existia algo parecido que era promovido pela Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade (ABCMI) do bairro. "Depois que o último presidente saiu ninguém quis assumir. Então o clube acabou fechando", disse César. Os dois eram oriundos da Associação e logo após o término, ingressaram nas atividades do Lago Sul.


Segundo a servidora da Administração e voluntária do programa, Beatriz Rode, a ideia surgiu do administrador Paulo Zuba. Para a execução das atividades com segurança, o projeto teve que firmar parceria com o Centro de Reabilitação e Atividade Física - Reativa - que oferece profissionais gratuitamente das áreas de Terapia Ocupacional, Educação Física e Fisioterapia. O "Curtindo a vida" ainda conta com a participação de duas psicólogas voluntárias. Ao todo o programa tem 12 ajudantes, entre elas, integrantes da equipe técnica a Reativa e funcionárias da própria Administração.


Cerca de 30 idosos participam do encontro desde o início. As mulheres são maioria no ambiente, apenas três homens estão entre os integrantes do grupo. Vilmar explica que os homens são mais preconceituosos. "Homem acha que é coisa de velho, então, prefere ficar em casa vendo televisão", afirma. Até por esse motivo, existem mais atividades voltadas para o público feminino, como é o caso do artesanato.


O planejamento das atividades é feito pelos profissionas da Reativa que tem formação e experiência para propor os trabalhos. "Os métodos são desenvolvidos para estimular o corpo do idoso como um todo", explica a voluntária do Reativa, Gisela Temoteo.

Reinicio do programa



Na última quinta-feira (4/03), a projeto teve o seu primeiro encontro de 2010 que marcou a volta das programações. O reinicio contou com a participação da banda "Turma do Gambá" que apresentou músicas que relembraram os carnavais de antigamente, com direito a marchinhas e tudo.


Teresa Matsumutu disse que estava anciosa para que as atividades voltassem. "Nós ficamos esse tempo de férias, mas eu estava anciosa para recomeçar, pois já estou acostumada. Estou aqui desde o início", diz.


Os participantes receberam crachás para facilitar a identificação, além de máscaras, chapéus e enfeites comemorativos. O grupo participou com bastante animação das atividades do dia, dançando e interagindo entre si.


Depois da apresentação, as voluntárias decretaram a hora do lanche. Os lanches são levados todas às quinta-feiras pelos participantes e devem ser variados, mas predominantemente são frutas e sucos.


Neste mesmo dia, as voluntárias anunciaram aos participantes novidades no cronograma. A partir de agora, além das atividades de jogos coletivos, roda do bate-papo, exercícios físicos, alongamento e relaxamento, dança, canto, artesanato e cinema, agora o programa contará com o momento cultural, onde cada um poderá por cinco minutos apresentar uma mensagem aos outros do grupo.


Outra novidade é o mini-teatro que é uma proposta de uma das participantes mais animadas, Dona Elvira. Ela propõe que uma vez por mês um grupo ensaie e apresente um scat de teatro nos encontros.

Fazer o bem, faz bem

O programa além de beneficiar a melhor idade, também colabora contra outras pessoas. O grupo tem o lema "fazer o bem, faz bem" e por isso, todo mês os participantes contribuem com cestas básicas que são enviadas para entidades filantrópicas e famílias carentes do Lago Sul.


Para participar, o idoso pode morar em qualquer localidade e só precisa se inscrever pelo telefone da Administração. Depois do inscrição, é preciso apenas comparecer aos encontros de quinta-feira e colaborar com o lanche comunitário. Além disso, uma ajuda de R$ 10 para que as atividades possam ser feitas também é necessária.


Gisela Temoteo explica que o idoso pode primeiro comparecer sem compromisso e, caso goste e se sinta a vontade efetue a inscrição.


Mais informações nos telefones 3366-8310 ou 3366-8323.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

É um dia de respeitar... pense nisso!

Hoje estão todos lembrando de dar os parabéns as mulheres pelo seu Dia Internacional. Mas pouco sabem o real motivo desse dia. E acho que por essa falta de conhecimento que vários parabéns são entoados durante o dia. Não é um dia de comemorações, e sim, de conscientização.




Em 1857, neste mesmo dia, 130 tecelãs morreram incendiadas por estarem trancadas em uma fábrica de tecidos de Nova York. Elas estavam de greve e ocuparam a fábrica para reinvicar melhores condições de trabalho. Naquela época, as mulheres trabalhavam mais do que os homens e não chegavam a receber nem um terço do salário deles. Além de que tinha que conciliar casa, filhos, trabalho e ainda lidar com inúmeros casos de assédio ou violência sexual na área de serviço.


A manifestação foi reprimida e as mulheres foram presas na fábrica, que foi incendiada. Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou que esse seria o Dia Internacional da Mulher como forma de homenagear aquelas que morreram carbonizadas.




A ideia do dia não é comemorar. É o dia de trazer o debate da mulher ao cotidiano. Nos dias de hoje, as mulheres tem seu espaço no mercado de trabalho, votam e muitas são as chefes das famílias, ou seja, as fontes de renda das famílias brasileiras. Mas mesmo assim, ainda sofrem com a violência física, moral ou sexual. E algumas ainda lidam com o preconceito.



Neste 8 de março é preciso refletir. Também pode-se comemorar as conquistas até os dias de hoje, mas é um dia de se conscientizar. Além disso de respeitar aquelas que precisaram morrer para mudar alguma coisa na histórias da mulheres do mundo.

Saúde: Hospitais

Hospitais do DF mantêm funcionamento de áreas emergências na falta de luz

Geradores de energia e “no break” garantem que atividades continuem




Os pacientes que utilizam a rede pública de saúde do Distrito Federal não são prejudicados quando falta energia na cidade. Todos os hospitais públicos seguem a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e possuem geradores elétricos para manter o funcionamento das áreas mais críticas dos estabelecimentos.


Apesar de alguns contratempos, como grande número de pacientes nas filas e quantidade restrita de profissionais para o atendimento, a rede pública não tem problemas com a falta de energia. Segundo Maria das Graças, do Departamento de Fiscalização de Saúde da Anvisa, todos os hospitais públicos do DF possuem gerador de elétrico e o “no break”, que é um equipamento que garante o funcionamento no intervalo até que o aparelho entre em atividade. “O criador demora alguns segundos ou minutos para começar a funcionar, então o “no break”, que é um conjunto de baterias, mantém as incubadoras, UTIs e nas câmaras frias, que não podem parar suas atividades”, explica.


A enfermeira Sâmella de Souza trabalha a nove anos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e não se lembra de ter tido problemas com a falta de luz. “Aqui no Hran nós contamos com os geradores que mantêm as áreas de emergência em funcionamento. O que não prejudica o nosso trabalho”.


Os hospitais seguem a resolução da Diretoria de 2002 da Anvisa, que determina que seja mantida uma fonte de energia emergencial para assegurar a continuidade do funcionamento dos equipamentos vitais.


Alguns estados do Brasil não seguem a recomendação a risca. Segundo o Sindicato dos Hospitais de São Paulo (Sindhosp), a cada sete hospitais, apenas um tem gerador no município. Os parlamentares Gilberto Brito (PR) e Iso Moreira (PSDB) da Bahia e do Goiás, respectivamente, já até protocolaram propostas para obrigar que os hospitais cumpram a exigência de possuírem geradores de energia. A enfermeira Sâmella de Souza alerta sobre a importância. “Algumas áreas não podem parar de funcionar, caso isso aconteça algum paciente pode correr risco de morte ou ainda estragar materiais coletados que precisam ficar refrigerados”.


A determinação é para todo o Brasil e todos os estabelecimentos de saúde. Para Maria da Graças, os geradores já precisam estar previstos no projeto que é avaliado pela Vigilância Sanitária, caso não estejam funcionamento do estabelecimento é impedido. De acordo com ela, a fiscalização da Anvisa acontece no mínimo uma vez por ano.



Geradores

A empresa Cummins Power Generation é uma das poucas que possui geradores com a potência demandada pelos hospitais, segundo informações de um funcionário de outra empresa no ramo, Energia Geradores. Em Brasília, a Cummins é a grande fornecedora desse equipamento.


De acordo com Marcelo Carvalho de Santos, da Cummins, a última venda para estabelecimentos de saúde foi para o Hospital Regional de Santa Maria (HSRM). “Foram quatro geradores de 450 kwatt. Cada um é capaz de manter a iluminação de um prédio, mas sempre vai depender da demanda de energia do local”, explica. Ele ainda disse que quando a energia acaba, o gerador é capaz de manter a corrente apenas em alguns lugares que já são determinados pelo cliente na hora da compra. “Normalmente são os centro cirúrgicos, emergência e um elevador”. As vendas acontecem no momento do projeto da construção e o contrato é feito direto com a construtora.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O primeiro passo de um longo caminho, talvez sem pizzas






Nessa última semana, o noticiário nos bombardeou com as repercussões do escândalo do suposto mensalão brasiliense. Foi decretada a prisão do governador José Roberto Arruda (Sem partido) e ainda, na mesma semana, o ministro Marco Aurélio Mello negou o pedido de habeas corpus da defesa do parlamentar.

Grandes discussões a parte, mas não há como não comentar um assunto que, sem dúvidas, é um fato histórico ao nosso país. Não lembro de alguma vez uma político ter o seu habeas corpus negado e ter que passar o Carnaval em cárcere.

Concordo quando algumas pessoas dizem que a corda só estorou porque Arruda perdeu o apoio do partido e também porque não conta com um colegiado gigante, como foi o caso daquele outro mensalão, em que políticos renomados e influentes foram citados como participantes.

Otimismo ou não, acho que é o fato histórico que deve ser lembrado. Não tem como comparar a manifestação dos jovens como algo que aconteceu anos atrás no "Diretas Já!", mas o movimento "Fora Arruda e toda máfia" traz um momento histórico, pelo menos para a capital do Brasil. Quem não é daqui pode não entender, mas os jovens nascidos ou erradicados em Brasília sabem do preconceito e das brincadeiras que são obrigados a escutar por causa da cidade, que é vista como cidade dos políticos, leia-se pelas entrelinhas das falas: "corruptos". Acho que para Brasília esse movimento surgir aqui e de um fato com repercussão nacional é um primeiro passo para um caminho que ainda é muito longo. A prisão de Arruda e o pedido de habeas corpus negado é um sentimento otimista de que nem sempre tudo vai terminar em pizza.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Na poltrona no dia de domingo


Diariamente, os veículos de comunicação nos enchem de tragédias, violência, corrupção e tantos outros fatos ruins. Não condeno isso, acho que os acontecimentos devem ser mostrados sim. Para nos fazer refletir, mudar e aprender de alguma forma. Mas acredito que essa exposição acaba transformando várias coisas em normalidade e, nesse ponto que as coisas ainda precisam mudar.


Não tem muito tempo comecei a conviver com crimes, tragédias, violência e acidentes. Todos os dias escrevo sobre isso, mais do que isso, pesquiso sobre isso. Procuro isso, é o meu material de trabalho.


Aos poucos, você percebe que vai perdendo a sensibilidade. Um furto ou acidente sem vítimas graves não interessa para os jornais. Isso não entra, é considerado muito comum. E por acaso nós deveríamos achar isso comum?


Infelizmente, a profissão de jornalista leva um pouco, a cada dia mais, a nossa sensibilidade. Mas acho que nós, os profissionais ou aspirantes, devemos buscar sempre não perder isso.


Admito, já estava perdendo, aos poucos. Até que me deparei com um crime bárbaro, envolvendo uma criança e ainda uma deficiente. Fiquei chocada e com muita raiva.


Que bom! pensei. Ainda há esperanças para mim e, para o nosso país? Até quando vamos assistir sentados da TV os crimes e as inúmeras falcatruas da nossa política? Até quando vamos ver tudo isso e não vamos nos chocar?


Só peço uma coisa, um país mais sensível. Pessoas mais sensíveis aos problemas alheios. No final das contas é tudo problema nosso. Paz sem voz, não é paz, é medo, já dizia música.